1. Definir uma metodologia que promova a restauração e a conservação activa dos urzais-tojais higrófilos (*4020) e dos cervunais higrófilos (*6230), aferindo quais as técnicas mais indutoras de diversidade vegetal e promotoras da conservação de plantas vasculares raras e invertebrados ameaçados.
  2. Avaliar se as referidas técnicas, conjugadas ou não, com intensidades e/ou periodicidades diferentes, têm efeitos na diversidade e na resiliência (capacidade de regeneração) e resistência das comunidades a perturbações externas.
  3. Avaliar de que modo a posição  biogeográfica e as condições ambientais locais devem influir no tipo de intervenção a efectuar, por forma a garantir um balanço ecologicamente interessante na representação dos dois habitats no mosaico considerado, mantendo ou incrementando a sua área de ocupação actual, e impedir a progressão sucessional para florestas (salgueirais ou bidoais) ou a sua conversão catenal em matos climatófilos.
  4. Dado que a gestão destes habitats está intimamente ligada ao pastoreio, e atendendo a que esta é uma actividade económica que se encontra em forte regressão nas áreas serranas alvo do projecto, pretende-se testar uma metodologia de contratualização assente em serviços prestados pelos proprietários/gestores e utilizadores dos espaços à conservação da biodiversidade, que introduza fórmulas de complemento ao rendimento disponível que possam ser replicáveis noutras regiões de montanha.

Especificando, o projecto pretende favorecer a biodiversidade e a integridade ecológica dos espaços objecto de intervenção, tentando encontrar respostas para as seguintes questões:

  • Quais as técnicas de gestão de habitat que são mais indutoras de diversidade vegetal e promotoras da conservação de plantas vasculares raras (e.g. Genista berberidea, Gentiana pneumonanthe) e invertebrados ameaçados (e.g. Maculinea alcon)?
  • Que periodicidade e que intensidade de intervenção promove o equilíbrio na representação dos dois habitats no mosaico, favorece a diversidade vegetal, a sua resiliência (capacidade de regeneração) e sua resistência a perturbações externas?
  • Qual a influência da posição biogeográfica, das características climáticas e das condições ambientais locais (topografia, litologia, histórico de uso, etc.) nos resultados obtidos?
  • Sendo o pastoreio uma actividade económica em regressão que presta serviços essenciais à manutenção dos habitats prioritários em estado de conservação favorável nas áreas de montanha, existem formas de compensação adequadas que permitam a sua rentabilidade no médio longo prazo e garantam a integridade ecológica dos espaços?

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LIFE09 NAT/PT/000043

Projecto:

Com a contribuição do instrumento financeiro LIFE+ da União Europeia

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